A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta quinta-feira que as restrições a pilotos da Rússia e de Belarus devido à guerra com a Ucrânia chegaram ao fim. As medidas estavam em vigor desde março de 2022 e agora os pilotos poderão disputar corridas defendendo a bandeira de seus países e ouvir o hino nacional no pódio.
Até esta semana, os pilotos destes países estavam obrigados a correr sob a bandeira da FIA, e até mesmo as seleções não podiam participar de eventos sob a chancela da federação. Apenas quem tinha dupla nacionalidade competia, defendendo as cores de outro país.
Decisão do Conselho Mundial de Automobilismo
A decisão foi adotada pelo Conselho Mundial de Automobilismo (WMSC) em 3 de agosto de 2026. Em um comunicado oficial, a FIA informou que pilotos, equipes nacionais e competidores individuais da Rússia e de Belarus agora têm permissão para participar de competições internacionais ou zonais sem quaisquer restrições.
A exigência de assinar um termo de neutralidade não se aplica mais, permitindo a exibição de símbolos nacionais, cores e bandeiras da Rússia e de Belarus em uniformes, equipamentos e veículos, assim como a execução de seus hinos nacionais em competições internacionais.
Nikita Mazepin pode retornar
A liberação de pilotos russos e belarussos pode beneficiar um possível retorno de Nikita Mazepin à Fórmula 1. O piloto russo, que defendeu a Haas na temporada de 2021, foi demitido pela escuderia no ano seguinte em decorrência das restrições impostas após os ataques à Ucrânia.
Vale ressaltar que a autorização para que os pilotos voltem a competir não significa que o Grande Prêmio da Rússia retornará ao calendário imediatamente. A prova ocorreu no circuito de Sochi até 2021, mas o contrato foi rompido pela FIA devido à guerra. Atualmente, Belarus também não pode receber GPs.
Opinião
A decisão da FIA marca um novo capítulo nas relações esportivas internacionais, refletindo a complexidade do cenário geopolítico atual.





