O custo da energia elétrica no Brasil se tornou um dos maiores obstáculos para o crescimento econômico e a competitividade das empresas nacionais. Em agosto de 2026, a conta de luz no país superou o custo de 77 países, mesmo com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.
Esse alto custo é consequência de uma combinação de impostos elevados e distorções regulatórias. Embora a produção de eletricidade no Brasil seja majoritariamente baseada em fontes renováveis e competitivas, apenas cerca de 30% do valor da conta de luz corresponde ao custo de produção. O restante é composto por custos de distribuição, transporte e encargos setoriais.
Impostos e Perdas no Sistema
Além disso, as perdas no sistema, que incluem furtos e fraudes, são repassadas aos consumidores que pagam suas contas regularmente, encarecendo ainda mais o produto final. A eletricidade no Brasil custa o equivalente a US$ 0,357/kWh, valor muito superior ao de países como China, Índia e Canadá.
Impacto dos ‘Jabutis’ Legislativos
O Congresso Nacional tem utilizado ‘jabutis’ legislativos, que são medidas incluídas em projetos de lei sem relação direta com o tema original, para forçar a contratação de usinas termelétricas a gás e pequenas centrais hidrelétricas. Essas decisões ignoram critérios técnicos e de eficiência, servindo a interesses regionais ou políticos, e elevam ainda mais os custos da energia.
Possíveis Reformas no Setor Elétrico
Simulações indicam que uma reforma estrutural no setor elétrico poderia reduzir a conta de luz em até 32,5%. Isso envolveria a redução de encargos e perdas, além de ajustes nos impostos. A reforma da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é uma das chaves para essa queda, permitindo que políticas públicas sejam financiadas diretamente pelo Orçamento da União.
Opinião
A alta do custo da energia elétrica no Brasil não apenas prejudica as empresas, mas também impacta a vida cotidiana dos cidadãos, exigindo uma urgente reforma no setor para garantir preços justos e competitivos.





