Geral

Brasil brilha na Paralimpíada de Paris 2024 e celebra legado de medalhistas

Brasil brilha na Paralimpíada de Paris 2024 e celebra legado de medalhistas

O Brasil encerrou a Paralimpíada de Paris (França), em 2024, entre as cinco potências do esporte adaptado pela primeira vez. O país já conquistou 462 medalhas no maior evento paradesportivo do planeta. Essa trajetória começou há 50 anos, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa ganharam a primeira medalha brasileira na história: a prata no lawn bowls, uma modalidade semelhante à bocha.

Uma Homenagem ao Passado

As medalhas conquistadas por Robson e Luiz Carlos estiveram expostas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, no dia 6 de agosto de 2023, em uma homenagem simbólica. Foi exatamente em 6 de agosto de 1976, em Toronto (Canadá), que a dupla abriu a contagem de pódios do Brasil em Paralimpíadas. Noêmia Almeida, sobrinha de Robson, destacou a importância desse resgate histórico, afirmando que “se hoje temos tudo isso [no esporte paralímpico], é porque alguém lá no passado lutou para que isso acontecesse”.

A Luta de Robson e Luiz Carlos

Robson, que fundou o Clube do Otimismo em 1958, abrigou pessoas com deficiência sem recursos para reabilitação. Após um acidente que o deixou paraplégico, ele dedicou sua vida a lutar por melhores condições para o paradesporto, batendo de porta em porta para conseguir apoio e recursos. Luiz Carlos, conhecido como “Curtinho”, também fez parte dessa luta e é um dos atendidos pelo clube.

Avanços no Paradesporto Brasileiro

A história do paradesporto no Brasil mudou significativamente desde a medalha histórica de 1976. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995 e, em 1998, foi incluído no Sistema Nacional do Desporto pela Lei Pelé (Lei 9.615). Essa inclusão possibilitou a entrada do CPB na Lei Agnelo Piva, que atualmente distribui 2,7% dos recursos de loterias federais para financiar o esporte, sendo que 15% desse montante é destinado ao paradesporto.

Legado do CT Paralímpico

O CT Paralímpico, inaugurado em 2016 como legado dos Jogos do Rio de Janeiro, se tornou um polo de formação de atletas, oferecendo iniciação em modalidades adaptadas a jovens de 7 a 17 anos com deficiências. Noêmia Almeida ressaltou que Robson lutou para que as empresas admitissem pessoas com deficiência, e o esporte foi uma consequência dessa luta. “O que estamos comemorando é a realização de um sonho”, concluiu.

Opinião

A trajetória do Brasil no paradesporto é um exemplo de superação e luta, refletindo a importância da inclusão e do apoio às práticas esportivas adaptadas.