Eleições

TRE-RJ defende segurança das urnas eletrônicas após ataques à legitimidade do voto

TRE-RJ defende segurança das urnas eletrônicas após ataques à legitimidade do voto

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) apresentou, no dia 3 de outubro, a urna eletrônica para a imprensa e entidades fiscalizadoras. O objetivo da iniciativa é fortalecer a confiança da sociedade nas eleições brasileiras e no sistema de votação, especialmente após o aumento de ataques e desinformação nas redes sociais.

Durante a apresentação, a urna foi desmontada para demonstrar seu funcionamento e os mecanismos de segurança. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, afirmou que a legitimidade das urnas eletrônicas é inquestionável, destacando que a urna eletrônica é segura e que não existe no Brasil um sistema mais aberto e testado.

Funcionamento e segurança da urna

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Michel Kovacs, explicou que existem barreiras físicas e digitais que impedem fraudes. Ele ressaltou a importância dos lacres feitos pela Casa da Moeda e das assinaturas digitais, biometria e auditorias constantes, que criam camadas de segurança adicionais.

Além disso, Kovacs mencionou que, caso haja falha técnica em uma urna, há uma mídia preparada para transferir os dados com segurança para uma urna de reserva, garantindo a continuidade da votação sem perda de votos. O sistema é isolado e não possui conexão com a internet, o que dificulta a ação de criminosos.

O futuro das eleições eletrônicas

O TRE-RJ também anunciou que as eleições de 2026 contarão com testes da urna eletrônica. Kovacs criticou a possibilidade de retorno ao voto em papel, afirmando que a urna eletrônica foi introduzida em 1996 para erradicar fraudes do passado e que a apuração em papel é custosa e suscetível a erros.

Opinião

A iniciativa do TRE-RJ é um passo importante para restaurar a confiança nas eleições, especialmente em tempos de crescente desinformação. A transparência nas operações e a segurança do sistema são essenciais para garantir a soberania do voto no Brasil.