Comissários de bordo da companhia aérea canadense WestJet entraram em greve no dia 2 de outubro após o fracasso nas negociações com a segunda maior empresa aérea do Canadá. A paralisação resultou no cancelamento de voos durante a movimentada temporada de verão, afetando aproximadamente 250 mil viajantes.
A WestJet, que detém 30% do mercado doméstico canadense, cancelou 615 voos até a manhã de domingo, conforme dados da empresa de análise de aviação Cirium. O impacto da greve pode se estender, uma vez que mais passageiros serão afetados dependendo da duração da paralisação.
Propostas e Reações
O Canadian Union of Public Employees, que representa 4.400 comissários de bordo, busca garantir remuneração para seus membros durante todo o período de trabalho, e não apenas enquanto a aeronave está em movimento. A WestJet apresentou uma proposta que inclui um aumento salarial de 13% neste ano, seguido por aumentos de 2,5% anuais até 2029.
Além disso, a empresa ofereceu remuneração adicional por todas as horas trabalhadas, equivalente a outro aumento salarial de 12%. Contudo, a proposta não foi suficiente para evitar a greve, que foi anunciada após um aviso prévio de 72 horas.
Intervenção Governamental
A ministra do Trabalho do Canadá, Patty Hajdu, comentou sobre a situação, afirmando que os desdobramentos são decepcionantes, mas que uma greve não significa que um acordo não possa ser alcançado. Ela enfatizou a importância de que as partes cheguem a um entendimento durante as negociações.
O governo canadense já havia intervenido anteriormente para interromper a greve da Air Canada, e o sindicato da WestJet espera que não haja interferência neste processo de negociação.
Opinião
A greve dos comissários da WestJet destaca a necessidade de um diálogo mais efetivo entre empresas aéreas e seus funcionários, especialmente em tempos de alta demanda.





