A violência contra a mulher é um desafio que exige a mobilização de toda a sociedade. Neste Agosto Lilás, ao celebrarmos os 20 anos da Lei Maria da Penha, é fundamental refletir sobre como interromper o ciclo da violência. O Mapa do Feminicídio do MPSC revelou que 68,9% das vítimas já haviam sofrido agressões anteriores, destacando a necessidade de uma ação eficaz nos locais mais afetados.
Programa Prioriza e Expansão dos Núcleos de Atendimento
Em resposta a essa realidade, o Programa Prioriza mobiliza 11 unidades em projetos intersetoriais, visando diagnosticar e fomentar políticas locais. Entre as ações previstas, está a prioridade na conclusão de inquéritos de feminicídio e a implementação de grupos reflexivos para homens, além da oferta de informações via QR-Code desde o primeiro atendimento.
A expansão dos Núcleos de Atendimento às Vítimas é outro passo significativo, aumentando de 11 para 32 pontos de acolhimento e apoio especializado. Essa estratégia visa aproximar as mulheres e suas famílias dos serviços de orientação jurídica e suporte emocional.
Iniciativas para crianças e adolescentes
O projeto ‘Órfãos do Feminicídio’ também se destaca, cruzando dados para identificar e apoiar crianças e adolescentes afetados pela violência. A busca ativa e o encaminhamento à rede de proteção são essenciais para garantir que essas crianças tenham acesso ao suporte necessário.
Compromisso com a proteção e direitos das mulheres
O MPSC também se compromete a aperfeiçoar o monitoramento das medidas protetivas e a definir protocolos de saúde para o reconhecimento precoce de lesões e sofrimento psíquico. A ideia é que as mulheres sejam reconhecidas como sujeitos de direitos, e não responsabilizadas pela violência que sofrem.
Opinião
As ações do MPSC são um passo importante para garantir que as mulheres possam viver sem medo, com proteção e dignidade. A verdadeira mudança só ocorrerá quando a sociedade inteira se unir contra a violência.





