Eleições

Caiado lidera em pesquisa e desafia Lula, enquanto Zema e Renan ficam atrás

Caiado lidera em pesquisa e desafia Lula, enquanto Zema e Renan ficam atrás

Ronaldo Caiado é o único dos três pré-candidatos que aparece em pesquisa recente numericamente à frente de Lula em eventual segundo turno. A pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada no último dia 21, revela que Caiado tem 44% contra 43% do presidente, em empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

No entanto, no cenário do primeiro turno, Caiado, Renan Santos e Romeu Zema ainda enfrentam dificuldades para converter sua projeção política em intenção de voto. Caiado aparece com 7%, Renan Santos com 9% e Zema com apenas 2%.

Desafios da Direita

Analistas políticos apontam que a força da liderança construída pelo ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos principais obstáculos enfrentados por esses pré-candidatos. Segundo o economista Alexandre Manoel, Bolsonaro consolidou uma relação com o eleitorado evangélico, que representa 26,9% da população brasileira, segundo o Censo Demográfico de 2022.

Manoel destaca que essa conexão vai além de propostas de governo e que a imagem de Bolsonaro está associada ao enfrentamento do establishment político. Para ele, os atributos de boa gestão e experiência administrativa não parecem suficientes para superar a liderança de Bolsonaro junto ao eleitorado conservador.

Falta de Projeção Nacional

O cientista político Paulo Kramer ressalta que o desconhecimento dos pré-candidatos fora de seus estados de origem é um fator importante para o baixo desempenho nas pesquisas. Ele observa que, enquanto Zema e Caiado têm boa avaliação em seus estados, ainda enfrentam dificuldades para alcançar reconhecimento nacional.

Caiado foi escolhido pelo PSD para disputar a presidência em 2026 após a desistência de Ratinho Junior. A mudança surpreendeu, pois Ratinho Junior havia trabalhado para ganhar projeção nacional ao longo de 2025.

Opinião

A situação atual dos pré-candidatos revela um cenário complexo, onde a figura de Bolsonaro ainda domina a narrativa da direita, dificultando a emergência de novas lideranças.