A Polícia Federal, em parceria com o Ibama, deflagrou uma operação de desintrusão e combate ao garimpo ilegal entre os dias 28 e 31 de julho de 2026, na Terra Indígena Baú, localizada no sudoeste do Pará. O objetivo principal da ação foi interromper a exploração irregular de recursos minerais que afeta diretamente as comunidades indígenas da região.
Operação e Resultados
Durante a operação, foram inutilizadas diversas máquinas e equipamentos utilizados na mineração ilegal. Entre os itens destruídos estão duas pás-carregadeiras, dois motores utilizados em balsas de garimpo, um gerador e um tanque de combustível com capacidade para 1.000 litros. Além disso, duas motosserras foram apreendidas pelo Ibama em áreas remotas da floresta amazônica, nos limites dos municípios de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos.
Apoio e Legislação
A operação contou com o apoio da Força Nacional e do Centro de Cooperação Internacional da Amazônia (CCPI). A inutilização das estruturas empregadas no garimpo ilegal é uma medida prevista na legislação ambiental e nas normas de proteção aos territórios indígenas, especialmente quando a retirada dos equipamentos do local é inviável.
Impactos nas Comunidades Indígenas
As atividades garimpeiras têm causado impactos diretos nas comunidades indígenas, prejudicando os recursos pesqueiros e gerando reflexos ambientais e sanitários para a população local. As investigações continuam em andamento para identificar os financiadores, organizadores e demais envolvidos nas atividades ilícitas de mineração em áreas protegidas.
Opinião
A operação da Polícia Federal é um passo importante na proteção dos direitos das comunidades indígenas e na preservação do meio ambiente, mas é fundamental que as investigações avancem para responsabilizar todos os envolvidos nas atividades ilegais.





