O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou uma nova mínima histórica na taxa de desemprego, que agora está em 5,4% no segundo trimestre de 2026. Esse número representa uma queda significativa em relação aos 14,2% registrados em 2021. Atualmente, cerca de 103,1 milhões de brasileiros estão empregados.
No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego era de 5,8%. A pesquisa, que analisa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), também mostrou que o rendimento médio dos trabalhadores caiu de R$ 3.795 para R$ 3.738 por mês.
Greve dos Servidores do IBGE
Enquanto os dados positivos sobre o emprego são divulgados, o Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE (ASSIBGE) se prepara para uma possível greve a partir de 5 de agosto de 2026. Os servidores alegam que o diálogo com a administração está esgotado e criticam a postura do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, que é visto como autoritário.
A tensão aumentou após a diretora de Geociências, Maria do Carmo Dias Bueno, emitir um comunicado que endurece a hierarquia dentro do instituto, ameaçando punições para servidores que não se dirigirem a seus superiores imediatos. Essa situação gerou um clima de insatisfação entre os funcionários.
Preocupações com a Produção de Dados
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) expressou preocupações sobre a integridade dos dados do PIB, especialmente após a exoneração de Rebeca Palis, ex-coordenadora de Contas Nacionais. O MPTCU pediu o afastamento de Pochmann, alegando que a produção de estatísticas oficiais deve garantir estabilidade e proteção contra interferências políticas.
Opinião
A situação no IBGE levanta questões importantes sobre a gestão de dados essenciais em tempos de crise, e a falta de diálogo pode agravar ainda mais os problemas internos.





