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MPMS denuncia Fábio Santos por mandar matar a tia em disputa de herança

MPMS denuncia Fábio Santos por mandar matar a tia em disputa de herança

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou Fábio Santos Fogoça, apontado como mandante do assassinato de sua própria tia, Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos. O crime ocorreu em Ribas do Rio Pardo no dia 28 de junho de 2026 e foi motivado por uma disputa de herança familiar.

Segundo a acusação, Fábio Santos teria planejado a morte de Maria José e contratado Rogério Nascimento da Silva para executar o homicídio. A Promotoria sustenta que o crime foi premeditado, com interesses patrimoniais em jogo. Após a morte da ex-vereadora Magnólia Fogaça Marques, avó de Fábio, houve uma ação judicial que poderia alterar a divisão da herança, o que motivou a tragédia.

O Crime e a Prisão

Maria José foi brutalmente assassinada com 14 golpes de faca dentro de sua residência. A violência do crime chamou a atenção da Polícia Civil, que iniciou investigações para esclarecer os fatos. No dia 5 de julho, Rogério foi preso em Campo Grande após um incidente em um restaurante, onde confessou o assassinato e alegou ter agido a mando de Fábio Santos.

Durante a prisão, Rogério revelou que receberia R$ 5 mil para executar o crime, sendo que parte do valor já havia sido paga. Fábio Santos, por sua vez, nega qualquer participação e se declara inocente.

Próximos Passos Judiciais

Com a denúncia formalizada, o caso entra em uma nova fase judicial. O Poder Judiciário agora deve analisar a acusação do MPMS e decidir se os denunciados responderão ao processo criminal, que pode culminar em julgamento pelo Tribunal do Júri.

O Ministério Público acredita que as provas reunidas, incluindo laudos periciais e depoimentos de testemunhas, são suficientes para dar continuidade ao processo. A repercussão do caso é significativa, não apenas pela brutalidade do crime, mas também pela relação familiar entre a vítima e os acusados.

Opinião

A situação evidencia como disputas patrimoniais podem levar a tragédias familiares, refletindo a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre os laços e a convivência familiar.