O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) está chamando atenção ao defender o movimento “Direita com Lula” e declarar que votaria no presidente Lula em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista à CNN, Otoni afirmou que, se a polarização continuar, ele não hesitaria em apoiar o petista pela primeira vez em sua vida.
Otoni, que tem como preferência no primeiro turno o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), destacou a necessidade de uma opção viável para o eleitorado. “Nunca votei em Lula. Mas, se a polarização continuar no segundo turno, não caminho com a família Bolsonaro”, disse.
Proximidade com o governo Lula
A aproximação de Otoni com o governo Lula começou a ganhar força no fim de 2024, quando o deputado foi cogitado para um ministério em uma estratégia do governo para dialogar com o eleitorado evangélico. Durante a cerimônia de sanção da lei que institui o Dia Nacional da Música Gospel, em outubro de 2024, Otoni declarou que “Deus usou Lula” e que os evangélicos poderiam ser beneficiados pelos programas sociais do governo.
Críticas e reações
Essa postura gerou reações dentro da Frente Parlamentar Evangélica. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou Otoni, chamando sua atitude de “patética”. Em resposta, Otoni afirmou que os evangélicos “não têm dono” e que as igrejas não pertencem à direita nem à esquerda, reafirmando sua posição de independência.
Opinião
A defesa de Otoni de Paula por um movimento que une a direita ao apoio a Lula reflete a complexidade do cenário político atual e a busca por novas alianças no campo evangélico.





