Geral

Polícia Civil investiga golpe de R$ 300 mil no Banco Safra em Campo Grande

Polícia Civil investiga golpe de R$ 300 mil no Banco Safra em Campo Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul abriu um inquérito para investigar um golpe que resultou em um desfalque de R$ 300 mil contra uma servidora pública, ocorrido no Banco Safra, em Campo Grande. A vítima estava levantando recursos de sua conta bancária para a compra de um imóvel quando foi surpreendida por uma série de transações fraudulentas.

Como ocorreu o golpe

O caso teve início quando a servidora começou a liquidar aplicações financeiras. Durante o processo, sua gerente habitual saiu de férias, e um novo funcionário assumiu temporariamente o atendimento. Na manhã de uma quarta-feira, os valores foram creditados na conta da servidora, mas as comunicações oficiais do banco via WhatsApp foram interrompidas.

Às 14h do mesmo dia, um suposto atendente entrou em contato, alegando que daria continuidade ao atendimento. Utilizando uma tática de engenharia social, ele pediu que a cliente acessasse um link para realizar uma “autorização”. Confiando na legitimidade do contato, a servidora seguiu as instruções, permitindo que os golpistas incluíssem novos dispositivos de acesso e realizassem diversas alterações em sua conta.

Transações fraudulentas e investigação

No dia seguinte, foram feitas 11 transações em apenas 27 minutos, totalizando mais de R$ 300 mil. A servidora percebeu que sua conta estava bloqueada e que sua senha havia sido alterada. A validação de uma nova senha estava atrelada a um telefone de DDD 011, o que levantou suspeitas sobre um possível vazamento de informações bancárias.

Mesmo após informar o banco sobre o ocorrido, os recursos não foram recuperados. O sistema de segurança do Banco Safra não bloqueou as transações atípicas, permitindo que os golpistas evadissem todo o patrimônio destinado à compra do imóvel.

Contexto das fraudes eletrônicas

O aumento de fraudes eletrônicas no Brasil foi destacado em um relatório, que aponta um crescimento de 20,6% nesse tipo de crime. Apesar disso, em Mato Grosso do Sul, houve uma redução de 4,5% de 2024 para 2025.

Opinião

É alarmante que golpes dessa magnitude ainda ocorram com tanta frequência, e a investigação deve ser aprofundada para evitar novas vítimas.