Três policiais militares foram presos em 28 de novembro de 2023 no Rio de Janeiro por descumprirem as regras da prisão domiciliar. Os acusados, Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes, fazem parte do núcleo de segurança do contraventor Rogério Andrade, conforme apurado na Operação Pretorianos, deflagrada em março de 2024.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), os três desrespeitaram repetidamente as medidas cautelares impostas, que incluíam o recolhimento noturno e aos finais de semana. No caso de Carlos Fernando, foi verificado que sua tornozeleira eletrônica ficou descarregada em pelo menos nove dias, sendo que em um desses dias, o aparelho permaneceu desligado por mais de três dias, dificultando a fiscalização das medidas cautelares.
O MPRJ destacou que as ações dos policiais comprometem a ordem pública e a aplicação da lei penal. A operação que resultou nas prisões contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
A Operação Pretorianos foi iniciada em março de 2024 e resultou na denúncia de 31 pessoas por organização criminosa, incluindo 18 policiais militares da ativa e um policial penal. A Justiça já decidiu em 26 de novembro de 2025, permitir a manutenção de Rogério Andrade em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, MS.
As investigações revelaram que Andrade e seu comparsa, Flávio da Silva Santos, conhecido como “Flávio da Mocidade”, lideram uma organização criminosa que explora jogos de azar no Estado do Rio de Janeiro, além de estarem envolvidos em práticas de corrupção dentro das forças policiais.
Opinião
A prisão dos policiais militares evidencia a necessidade de uma investigação rigorosa sobre a corrupção nas forças de segurança pública, um problema que afeta diretamente a confiança da população nas instituições.





