A Caminhos da Celulose está sob intensa pressão após o anúncio de que a BR-267, que possui 248 quilômetros sob sua responsabilidade, enfrenta uma situação caótica. As obras de restauração, que começaram em 2 de julho de 2023, ainda não trouxeram melhorias significativas, e a cobrança de pedágio está programada para iniciar em 7 de fevereiro de 2024.
Trecho Crítico e Denúncias de Usuários
Os usuários da rodovia relatam que o trecho mais crítico está entre os quilômetros 130 e 180, próximo ao assentamento São João. O administrador de redes Marcos Guimarães, de Nova Andradina, compartilhou um vídeo nas redes sociais mostrando seu pneu estourado em uma viagem realizada em 21 de outubro de 2023. Ele também mencionou ter ajudado outro motorista que estava enfrentando a mesma situação na mesma região.
Reclamações e Responsabilidade Política
As redes sociais estão cheias de comentários de motoristas que passaram por experiências semelhantes. Um deles, Devair Nobre, destacou a frequente ocorrência de carros parados à beira da rodovia devido a pneus furados. A insatisfação é evidente, com muitos usuários cobrando uma resposta dos políticos, incluindo o presidente Lula e o governador Eduardo Riedel.
Privatização e Falta de Manutenção
A privatização da rodovia ocorreu em 6 de fevereiro de 2023, mas a falta de sinalização e a manutenção precária têm gerado confusão entre os usuários e até mesmo autoridades. O deputado Renato Câmara apresentou uma indicação em 16 de junho de 2023 pedindo a recuperação da rodovia, ignorando que a responsabilidade já havia sido transferida para a concessionária.
Novos Serviços e Expectativas Futuras
A Caminhos da Celulose anunciou a construção de 13 bases de Serviço de Atendimento aos Usuários (SAUs) para 2024, que oferecerão infraestrutura básica, mas não mencionou as obras de recuperação do asfalto. A concessionária precisa garantir que a rodovia esteja em melhores condições até 2026 para poder cobrar o pedágio.
Opinião
A situação da BR-267 reflete a urgência de uma ação efetiva por parte da Caminhos da Celulose e dos órgãos competentes para evitar que usuários continuem a enfrentar riscos e prejuízos nas estradas.





