O Ministério da Saúde divulgou um comunicado em resposta a um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps) que questionou a destinação das emendas parlamentares para a saúde. O levantamento, publicado no dia 22 de julho de 2026, revelou que, em 2025, 65,7% dos equipamentos adquiridos com emendas foram para infraestrutura, em vez de equipamentos médicos diretos ao atendimento da população.
No comunicado, o ministério enfatizou que os recursos destinados à Atenção Primária totalizaram R$ 491 milhões, dos quais R$ 263,5 milhões foram para a compra de veículos e R$ 113,9 milhões para infraestrutura. Apenas R$ 58,8 milhões foram direcionados a equipamentos clínicos. O ministério destacou que 50% das emendas impositivas devem ser obrigatoriamente alocadas para ações de saúde, com a distribuição definida pelos próprios parlamentares.
Aumento Orçamentário e Novo PAC Saúde
O orçamento do SUS para 2026 alcançou R$ 247,5 bilhões, um aumento de 77% em relação a 2022, refletindo o compromisso do governo com a saúde pública. O ministério anunciou ainda um aumento de 62% no orçamento da Atenção Primária, que agora conta com R$ 77,4 bilhões.
O Novo PAC Saúde foi destacado como um importante projeto, prevendo R$ 7,6 bilhões para a construção de 2,6 mil Unidades Básicas de Saúde e a entrega de mais de 150 mil equipamentos para a atenção primária, além da ampliação da telessaúde.
Desigualdade na Distribuição dos Recursos
O levantamento do Ieps também apontou que a distribuição das emendas é desigual entre os municípios. Entre 2023 e 2025, cerca de 70% dos municípios receberam emendas, mas a alocação dos recursos variou significativamente. Regiões como o Norte e Nordeste, que dependem mais de repasses da União, receberam menos emendas em comparação com o Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Opinião
A defesa do Ministério da Saúde sobre a execução das emendas parlamentares levanta questões sobre a efetividade da alocação de recursos e a necessidade de um planejamento mais equitativo na distribuição dos investimentos em saúde.





