A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como um duro golpe a nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor no dia 22 de julho de 2026. A entidade defende a liberação de um pacote de R$ 18,5 bilhões do governo federal para amenizar os impactos sobre as empresas afetadas.
A CNI alerta que 47% das exportações da indústria de transformação serão afetadas pela nova tarifa, o que agrava a situação financeira de empresas que já enfrentam custos elevados para produzir e competir. A entidade destaca que essa barreira comercial se sobrepõe a um cenário de dificuldades operacionais e tributárias, como juros altos e a incidência do IOF sobre operações de crédito, que contribuem para o Custo Brasil.
Medidas do Governo
O pacote de R$ 18,5 bilhões, anunciado pelo governo, busca mitigar as perdas enfrentadas por setores estratégicos da economia, incluindo indústrias têxtil, química e automotiva. A CNI propõe que as medidas sirvam como base para uma nova etapa da Nova Indústria Brasil (NIB), com foco na ampliação da presença da indústria brasileira no mercado internacional.
O Plano Brasil Soberano 3, também anunciado no dia 22 de julho, disponibilizará até R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para empresas atingidas pela tarifa dos EUA e por conflitos internacionais. Este programa incluirá financiamentos com custos reduzidos para segmentos considerados estratégicos, como fertilizantes e minerais críticos.
Produtos Isentos e Novas Sobretaxas
Apesar da nova tarifa, aproximadamente 2,1 mil produtos, incluindo terras raras, café e aeronaves civis, estão isentos. No entanto, o Brasil enfrenta o risco de uma nova sobretaxa, já que o USTR sugeriu uma tarifa adicional de até 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A decisão final sobre essa nova tarifa deve ser anunciada ainda nesta semana.
Opinião
A situação exige uma resposta rápida e eficaz do governo para proteger a indústria brasileira e mitigar os impactos da nova tarifa dos EUA.





