Eleições

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por declarações sobre urnas eletrônicas

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por declarações sobre urnas eletrônicas

A federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no dia 22 de julho de 2026. A ação é resultado de declarações feitas por Flávio durante uma reunião com representantes diplomáticos de 42 países, realizada no dia 21, onde ele insinuou que “muitas” urnas eletrônicas utilizadas no Brasil têm a mesma origem das fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic.

O TSE já havia refutado essa informação. Além de Flávio, a ação inclui outros políticos como Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer e Júlia Zanatta, que, segundo o PT, atuaram de forma coordenada para disseminar “desinformação” e questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Uso de Relatório da CIA

Entre os dias 17 e 21 de julho, os quatro políticos mencionados utilizaram um relatório desclassificado da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, que aborda vulnerabilidades do sistema eleitoral venezuelano, para levantar dúvidas sobre as eleições no Brasil. O PT argumenta que o documento não faz referência ao sistema eleitoral brasileiro, destacando que a omissão ou descontextualização das informações visa incitar dúvidas sobre o processo eleitoral nacional.

Precedentes do TSE

Para fundamentar sua representação, o PT invocou decisões anteriores do TSE, incluindo a cassação do mandato do ex-deputado estadual Fernando Francischini em 2021, que estabeleceu que a divulgação de “informações falsas” sobre as urnas eletrônicas pode ser considerada abuso de poder. Além disso, a federação lembrou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro à inelegibilidade em 2022, também relacionada à divulgação de informações enganosas.

Opinião

A ação do PT reflete a preocupação com a integridade do sistema eleitoral brasileiro e a necessidade de combater a desinformação que pode comprometer a confiança nas eleições.