O governo do Rio de Janeiro tomou uma decisão drástica ao exonerar 30 ocupantes de cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM) nesta quarta-feira, 22 de novembro. Essa medida segue uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP) realizada em 9 de novembro, que investiga um desvio de mais de R$ 80 milhões envolvendo gestores da autarquia.
Suspensão de contratos e auditoria
Além das exonerações, o governo também determinou a suspensão dos pagamentos de contratos em andamento até que uma auditoria interna seja concluída. Um grupo de trabalho, composto por representantes do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), terá um prazo de 30 dias para analisar os contratos e apresentar suas conclusões.
Prisão do ex-presidente e denúncias
Entre os desdobramentos da operação, está a prisão de Davi Perini Vermelho, ex-presidente do IRM, e de outros 10 indivíduos denunciados por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. As denúncias apontam que os acusados desviaram recursos públicos por meio de contratos milionários firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026.
Funções do IRM
O IRM tem funções em mobilidade, saneamento e habitação, além de atuar em outras áreas como meio ambiente e tecnologia.
Ambiente de corrupção
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, afirmou que a situação atual reflete um ambiente institucional voltado à corrupção, o que contribui para as dificuldades financeiras que o estado enfrenta há décadas. Ele destacou que a investigação no IRM é apenas uma das muitas que estão sendo conduzidas para combater a corrupção no estado.
Opinião
A exoneração de comissionados e a operação do MP revelam a gravidade da corrupção no governo do Rio, evidenciando a necessidade urgente de medidas efetivas para restaurar a confiança pública.





