O governo da Rússia anunciou a suspensão das exportações de diesel a partir de 8 de julho de 2026, uma medida que se estenderá até 31 de julho de 2026. O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, afirmou que essa proibição visa aumentar o abastecimento do mercado interno, impactado por um grave desabastecimento devido aos ataques da Ucrânia às refinarias de petróleo russas.
Durante uma reunião transmitida pela televisão e presidida pelo presidente Vladimir Putin, Novak destacou que a situação atual nos postos de abastecimento está gerando preocupação na população. Ele acrescentou que, devido à gravidade do desabastecimento, a Rússia começará a importar combustíveis ainda neste mês.
O impacto dessa decisão é sentido globalmente, especialmente no Brasil, que, desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022, havia aumentado suas importações de diesel russo, atraído pelos preços competitivos. Contudo, as importações brasileiras de diesel russo caíram 65% em junho de 2026 em comparação a maio, conforme relatado pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, explicou que várias refinarias estão fora de operação, seja por manutenção ou por ataques de drones da Ucrânia, resultando em uma escassez de diesel russo e aumento de preços. Em contrapartida, o volume de diesel importado dos Estados Unidos cresceu 74% em junho, e o Brasil também está recorrendo à Índia como fonte alternativa de suprimento.
Opinião
A suspensão das exportações de diesel pela Rússia evidencia a fragilidade do mercado global de combustíveis, forçando países como o Brasil a diversificar suas fontes de importação.




