O fim da escala 6×1 está gerando preocupações em diversos setores da economia brasileira. Com a tramitação da PEC no Congresso Nacional, entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertam sobre os impactos econômicos e sociais da medida.
Impactos no setor de saúde
O setor de saúde, representado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), destaca que a mudança exigirá reorganização nas escalas de trabalho e ampliação de pessoal. A Anahp admite que o aumento nos custos poderá ser repassado aos valores dos planos de saúde.
Custos em segurança e limpeza
Os segmentos de segurança e limpeza também estão entre os mais afetados. A Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) projeta um aumento de 20% nos custos operacionais, com a necessidade de horas extras que totalizam 8,7 horas semanais por trabalhador. Esse aumento será repassado aos consumidores.
Setor de transportes em alerta
No setor de transportes, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima um aumento de custos de até R$ 28 bilhões. A CNT alerta para uma possível inflação generalizada, com impactos diretos nos fretes e na logística nacional.
Projeções de inflação e custos
A CNI estima que o impacto inflacionário poderá alcançar 6,2% nos preços gerais, com uma despesa total entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões para novas contratações. Essa pressão nos custos será repassada aos consumidores, afetando o poder de compra da população.
Opinião
O cenário trazido pelo fim da escala 6×1 exige uma reflexão aprofundada sobre os impactos econômicos e sociais, além de um debate que considere não apenas os benefícios, mas também os desafios que a mudança impõe.





