Economia

Banco Central revela queda de 1% na agropecuária e freia PIB em maio

Banco Central revela queda de 1% na agropecuária e freia PIB em maio

A queda de 1% da agropecuária em maio teve um impacto significativo na economia brasileira, resultando em um avanço modesto de apenas 0,1% na prévia do Produto Interno Bruto (PIB), conforme divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (17). O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que serve como uma prévia do PIB, mostra que a atividade econômica praticamente permaneceu estável no mês, após um crescimento de 0,4% em abril.

Desempenho dos Setores

Apesar da queda na agropecuária, a indústria e o setor de serviços conseguiram evitar um resultado negativo, apresentando crescimentos de 0,4% e 0,1%, respectivamente. Na comparação com maio do ano passado, o IBC-Br avançou 0,8%. No acumulado de 2026, o indicador registra uma alta de 1,2%, enquanto o crescimento em 12 meses até maio é de 1,4%.

Taxa Selic e Expectativas

A taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano, tem sido um fator crucial na desaceleração da atividade econômica, uma medida adotada pelo Banco Central para conter a inflação e alcançar a meta de 3%. A expectativa do mercado financeiro para o crescimento do PIB em 2026 é de 1,99%, abaixo da expansão de 2,3%% registrada no ano anterior.

Impacto na Política de Juros

O IBC-Br é um dos principais indicadores utilizados pelo Banco Central para definir sua política de juros. Uma economia mais aquecida pode aumentar as pressões inflacionárias, enquanto uma desaceleração, como a indicada pelo IBC-Br de maio, tende a reduzir essas pressões, o que pode favorecer uma eventual queda na Selic no futuro. No entanto, essa redução também pode impactar negativamente o ritmo de geração de empregos, investimentos e consumo.

Opinião

A situação atual exige atenção redobrada, pois os desafios econômicos podem afetar diretamente a vida da população.