O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi oficializado nesta quarta-feira (1º) como pré-candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a disputa pelo Palácio do Planalto. O anúncio ocorreu durante um evento do partido em Brasília, confirmando a decisão da legenda de concorrer à Presidência da República com uma chapa formada exclusivamente por integrantes do partido.
A escolha de Kassab consolida uma estratégia desenhada pela direção nacional do PSD desde a definição de Caiado como pré-candidato. Nos bastidores, dirigentes avaliam que o presidente da legenda agrega capacidade de articulação política, interlocução com diferentes forças partidárias e experiência na formação de maioria no Congresso, atributos considerados centrais para a campanha.
Unidade e Mobilização
Além de reforçar a chapa, a indicação de Kassab busca demonstrar unidade interna do PSD após a disputa pela candidatura presidencial, que envolveu nomes como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Com Kassab na vice, a cúpula da legenda pretende sinalizar coesão em torno da candidatura de Caiado e ampliar as condições de negociação com outras siglas ao longo da campanha.
Nos bastidores, dirigentes do PSD afirmam que a chapa formada por Caiado e Kassab busca mobilizar a estrutura política da legenda na eleição. A avaliação é que a polarização dos últimos anos dificultou o engajamento de prefeitos e governadores em uma candidatura nacional, cenário que o PSD espera reverter com uma chapa própria.
Críticas e Propostas
Apesar da definição da chapa, a expectativa entre aliados é que Kassab mantenha papel central nas negociações políticas da campanha, aproveitando sua posição de presidente nacional do PSD para conduzir conversas com outros partidos e buscar novos apoios antes do período de registro das candidaturas.
Em seu primeiro discurso como pré-candidato a vice-presidente, Kassab afirmou que “a República está podre”. Segundo ele, os Poderes estão “contaminados por ineficiências”, o que compromete a confiança da sociedade nas instituições. Kassab defendeu uma ampla reforma administrativa como forma de reduzir privilégios e rever subsídios, acreditando que essa medida poderia liberar mais de R$ 1 trilhão para investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança pública, evitando novos aumentos da carga tributária.
O dirigente também afirmou que o PSD construiu, desde sua fundação, um projeto nacional capaz de disputar a Presidência da República. Ele destacou que o partido buscou se diferenciar da “velha política” e reunir lideranças estaduais e municipais para apresentar uma alternativa ao cenário político atual. Ao defender a candidatura de Caiado, Kassab criticou a polarização política e afirmou que o PSD pretende ocupar um espaço de antagonismo aos grupos que dominam o debate nacional.
Opinião
A movimentação de Kassab e Caiado sinaliza uma tentativa do PSD de se posicionar como uma alternativa viável em um cenário político polarizado, buscando a confiança da população nas instituições.





