O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está se preparando para um encontro crucial com Michelle Bolsonaro, marcado para o dia 29 de junho de 2026, em Brasília. Em meio a tensões familiares, Valdemar pretende enfatizar que a eleição de seu enteado, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, corre riscos sem o apoio de Michelle.
Em declarações à coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, Valdemar afirmou: “Se perdermos a Michelle, a eleição vai ficar muito difícil para nós”. Essa afirmação reflete a crescente preocupação dentro do partido sobre a necessidade de unidade em um momento delicado.
Conflito Familiar e Humilhação
A situação se agravou após Michelle publicar um vídeo onde se diz “humilhada” por Flávio, em decorrência de articulações políticas no Ceará. Essa manifestação pública é vista como um duro golpe por aliados, incluindo Valdemar, que se preocupa com a cisão na família Bolsonaro. Recentemente, Michelle deixou de seguir seus enteados nas redes sociais, exceto Flávio, evidenciando ainda mais a divisão familiar.
Esforços de Conciliação
Após o vídeo de Michelle, dirigentes do PL intensificaram esforços para reduzir a tensão entre os principais nomes da direita. Valdemar, que havia retornado dos Estados Unidos, está pessoalmente conduzindo as conversas, afirmando que o campo não pode iniciar a disputa presidencial dividido. A convenção nacional do PL, que deverá oficializar a candidatura de Flávio à presidência, ocorrerá em outubro.
Apoio de Aliados
Outro aliado que ressaltou a importância de Michelle foi o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que declarou: “Eu tenho grande respeito pela primeira-dama Michelle. E a Michelle teve um papel e tem ainda um papel muito importante de quebrar resistência, de mostrar que a direita respeita as mulheres”.
Opinião
O desenrolar desse encontro entre Valdemar e Michelle será crucial para a unidade do PL e para o futuro político de Flávio Bolsonaro. A tensão familiar pode impactar diretamente a campanha e os resultados eleitorais.





