A defesa de Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, solicitou a reconsideração da prisão preventiva imposta pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi formalizado no dia 23 de outubro e inclui um laudo particular que questiona a versão apresentada pela Polícia Federal (PF) sobre uma suposta fuga de Felipe em um carrinho de golfe.
Segundo a defesa, as imagens que a PF utilizou para justificar a prisão não mostram Felipe, mas sim duas outras pessoas: Kelson de Oliveira, sogro de Felipe, e Eduardo Phillipe Dantas Cunha Melo, hóspede do condomínio de luxo Terravista, em Trancoso (BA). A defesa argumenta que a decisão de Mendonça se baseia em um erro de identificação, o que compromete a justificativa para a prisão.
Laudo Pericial e Contraponto com a PF
O laudo elaborado pelos peritos Adelino Pinheiro Silva e Alessandro Augusto Travassos aponta que a análise morfológica facial dos indivíduos nas imagens contradiz a hipótese de que qualquer um deles seja Felipe Vorcaro. A defesa sustenta que a premissa utilizada pela PF é equivocada e que as imagens mostram um carrinho de golfe retornando à residência logo após a chegada dos agentes da PF.
A Polícia Federal havia relatado que Felipe deixou o condomínio às pressas, e as imagens mostravam um homem com traços semelhantes aos de Felipe caminhando pelo deck. A PF também encontrou o quarto de Felipe aberto e desarrumado, o que indicaria uma possível tentativa de evasão. Contudo, a defesa refuta essas alegações, afirmando que a identificação foi errônea.
Decisões do STF e Consequências
A decisão de prisão preventiva foi referendada pela Segunda Turma do STF, que apoiou a avaliação de Mendonça de que a conduta de Felipe indicava uma possível tentativa de frustrar a atuação estatal e comprometer a coleta de provas. Além disso, a defesa ressalta que Felipe se afastou da presidência da Green Investimentos S.A. um dia após a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Opinião
A situação de Felipe Vorcaro levanta questões sobre a eficácia das investigações da PF e a interpretação das provas que fundamentam decisões judiciais, refletindo a complexidade dos casos de corrupção e evasão no Brasil.





