No próximo dia 27, o estacionamento da Assembleia de MS vai se transformar em um autêntico arraiá político. A maioria dos deputados deve aparecer a caráter, com chapéu de palha, camisa xadrez e o sorriso ensaiado que só. Nesse clima, situação e oposição devem trocar os debates por pipoca e muita cordialidade. Afinal, em ano de eleição, ser afável nunca é demais. O objetivo oficial é celebrar os santos de junho; o extraoficial, conquistar a simpatia e, quem sabe, alguns votos. E dê-lhe!
Desafios na Saúde e Humor Terapêutico
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que incentiva o humor terapêutico nos hospitais públicos, com direito a palhaçaria hospitalar, comicidade e até sessões de yoga do riso. A intenção é nobre: humanizar o atendimento e aliviar o sofrimento dos pacientes e profissionais. Porém, diante das intermináveis filas, da falta de leitos e da superlotação, poderá ser difícil encontrar alguém disposto a rir. O maior desafio do programa pode ser localizar a graça, né?
Irregularidades na Saúde e Questões Políticas
O Ministério Público de MS abriu um inquérito civil para investigar irregularidades na Unidade de Saúde da Família do Jardim Macaúbas, em Campo Grande. Um relatório do Conselho Municipal de Saúde aponta problemas estruturais, falta de medicamentos e déficit de profissionais, especialmente na enfermagem. O MPMS considera insuficientes as medidas adotadas até agora e requisitou informações à Secretaria Municipal de Saúde.
Além disso, o vereador Marcos Trad levantou questões sobre a nomeação do novo secretário de Obras e Infraestrutura, André de Moura Brandão, que antes de assumir o atual cargo era responsável pelos certames em Campo Grande. Trad questiona se Brandão, que participou da elaboração dos editais e condução das licitações, pode agora fiscalizar e executar os contratos dos mesmos processos.
Revisão de Pena e Debate Jurídico
A Defensoria Pública conseguiu reduzir a pena de um condenado por roubo em Campo Grande, após identificar erro na dosimetria aplicada há mais de duas décadas. O TJMS entendeu que a recuperação apenas parcial dos bens roubados não poderia justificar o aumento da pena. Este caso reacende um debate importante: quantas condenações podem carregar equívocos sem que sejam revisadas? No Direito, às vezes, a última palavra demora anos para ser escrita.
Opinião
A transformação do estacionamento da Assembleia em arraiá político reflete a busca por aproximação entre representantes e a população, mas a seriedade das questões de saúde e justiça não deve ser esquecida neste clima festivo.





