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Defesa Civil Alerta sofre invasão e envia 10 mensagens falsas a 30 milhões de celulares

Defesa Civil Alerta sofre invasão e envia 10 mensagens falsas a 30 milhões de celulares

Na madrugada de 20 de outubro, uma invasão ao sistema Defesa Civil Alerta destacou as fragilidades na segurança desta importante ferramenta de proteção contra desastres naturais. Durante o incidente, uma mensagem de Alerta Extremo falsa foi enviada a cerca de 30 milhões de aparelhos celulares em diversas regiões do Brasil.

A falha foi reconhecida pelo secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, que afirmou em entrevista à imprensa que já está em desenvolvimento uma nova versão do sistema para melhorar a segurança. “Eu não conseguiria afirmar exatamente que dia que essa versão vai ser concluída e estar no ar”, disse Wolff.

Desenvolvimentos e Tecnologias

O Ministério da Integração está trabalhando para aperfeiçoar o sistema de alerta em resposta a uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que em 2023 definiu a migração das mensagens de emergência de SMS para a tecnologia Cell Broadcast. Essa tecnologia permite o envio de alertas sonoros e visuais, visando informar a população sobre riscos iminentes de desastres como inundações e deslizamentos.

O sistema de alerta é acionado a partir de previsões de órgãos de monitoramento do clima e não depende de pacote de dados ou conexão Wi-Fi, o que garante sua funcionalidade em situações críticas. Os alertas podem ser classificados como severo ou extremo, sendo que os emitidos na madrugada do dia 20 eram classificados como extremos.

Responsabilidades e Segurança

A gestão do serviço foi atribuída ao MIDR, e a responsabilidade pela segurança do sistema está nas mãos de pessoas treinadas por equipes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. O incidente é tratado como um “incidente de segurança cibernética” devido ao acesso não autorizado ao sistema.

Infelizmente, os alertas dessa madrugada foram disparados de forma aleatória, o que dificultou a quantificação do número de pessoas atingidas. “Por se tratar de um acionamento não autorizado, o comportamento dos disparos não seguiu o padrão operacional do Defesa Civil Alerta”, afirmou o MIDR.

Opinião

É essencial que o sistema de alertas evolua para garantir a segurança da população, evitando falhas que possam causar pânico e desinformação durante situações críticas.