Eleições

Lula lança Desenrola em 2026 e gera polêmica com custo de R$ 200 bilhões

Lula lança Desenrola em 2026 e gera polêmica com custo de R$ 200 bilhões

A nova aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na busca pela reeleição é o lançamento de mais uma edição do programa Desenrola – programa de renegociação de dívidas criado pelo governo – em 2026. Desta vez, o foco é em consumidores e empresas adimplentes, permitindo a renegociação de dívidas para aqueles que mantêm seus pagamentos em dia, mas enfrentam dificuldades financeiras.

O programa, que está em elaboração pela equipe econômica, amplia a estratégia de renegociação de dívidas iniciada em maio, quando foi lançado um programa voltado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e débitos em atraso. Essa iniciativa mostra que a estratégia eleitoral de Lula está concentrando esforços em uma parcela do eleitorado que costuma decidir disputas presidenciais polarizadas: os eleitores de centro.

Medidas e custos elevados

O novo programa se junta a uma série de medidas anunciadas nos últimos meses, incluindo a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O custo total dessas “bondades” já ultrapassa os R$ 200 bilhões, segundo especialistas. Essas iniciativas visam atingir segmentos estratégicos da classe média, que historicamente apresentam maior resistência ao PT.

Aprovação e desafios eleitorais

A aprovação do governo Lula teve um leve aumento, passando de 43% para 47% entre abril e junho de 2026, conforme pesquisa da Genial/Quaest. No entanto, a desaprovação também se manteve alta, o que demonstra que os bilhões desembolsados ainda não tiveram o efeito desejado na corrida eleitoral. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Os eleitores de centro, que representam cerca de 17% do eleitorado, são vistos como decisivos para 2026 e a estratégia de Lula envolve não apenas a redistribuição de renda, mas também a renegociação de dívidas. Contudo, especialistas alertam que a percepção do eleitor pode mudar ao longo do tempo, especialmente se as parcelas dos acordos de renegociação começarem a pesar no bolso.

Opinião

A estratégia de Lula em 2026, embora audaciosa, enfrenta riscos significativos. O sucesso das medidas dependerá da capacidade do governo em manter a percepção positiva entre os eleitores até as eleições.