Sete ministérios estão envolvidos na criação da Política Nacional de Economia Criativa, que visa inserir definitivamente o setor na agenda nacional de desenvolvimento. Durante o seminário sobre o tema, realizado no Rio de Janeiro nos dias 16 e 17 de outubro de 2023, a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), Cláudia Leitão, destacou o caráter transversal da proposta. “Será um decreto interministerial. A economia criativa não está apenas na Cultura, mas também na Nova Indústria Brasil, no Turismo, na Ciência e Tecnologia, no Trabalho, na Micro e Pequena Empresa e na Integração e Desenvolvimento Regional”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também participou do seminário, onde enfatizou a necessidade de ampliar a participação do setor privado e das instituições financeiras no fortalecimento do segmento. “O governo sozinho não vai fazer. Precisamos ativar também o voto de confiança das empresas e das instituições financeiras. Investir em cultura é potente, dá resultado rápido, gera sociabilidade e movimenta diversos outros setores da economia”, declarou.
Escuta Regional e Carta do Sudeste
O seminário encerra um processo de escuta realizado nas cinco regiões do país, por meio do Fórum Brasil Criativo. “Estamos andando pelo Brasil, desde o ano passado, com o Fórum Brasil Criativo. Passamos pelo Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste e, agora, encerramos essa caminhada no Sudeste”, explicou Cláudia Leitão. As atividades prosseguem até o dia 18 de outubro de 2023, quando será elaborada a Carta do Sudeste, que se somará às contribuições recolhidas nas demais regiões, servindo de base para a construção do Plano Brasil Criativo e do decreto da Política Nacional de Economia Criativa.
Proposta de Fundo Nacional
Um dos principais temas do seminário é a proposta de criação de um Fundo Nacional de Economia Criativa. Segundo a assessora da Área de Relacionamento Institucional do BNDES, Luciane Gorgulho, a economia criativa enfrenta desafios porque grande parte de seus ativos é intangível. “A construção de mecanismos específicos de financiamento é fundamental para ampliar a capacidade de investimento dos empreendedores”, afirmou.
Opinião
A criação da Política Nacional de Economia Criativa é um passo essencial para o reconhecimento e fortalecimento de um setor que pode impulsionar a economia brasileira, unindo cultura e desenvolvimento.





