Confirmado como candidato a deputado estadual por São Paulo na convenção do PP, o empresário Alberto Haddad, de 39 anos, construiu nas redes sociais a imagem de “Albertinho, o sobrinho de Maluf”. Ele usa o ex-prefeito e ex-governador Paulo Maluf como cabo eleitoral em vídeos e publicações de campanha. O parentesco é mais distante do que o discurso sugere: Alberto é primo de terceiro grau de Maluf.
Apesar do grau distante, existe uma proximidade real, e Alberto e Maluf são próximos desde pequenos. “Desde que nasci sempre estive próximo a ele. A política foi nascendo dessa nossa ligação de parentesco”, comenta Alberto. Filiado ao PP desde os 16 anos e também candidato em 2022, ele é o único da família que quis seguir o legado de Maluf.
Legado de Paulo Maluf
O legado de Paulo Maluf inclui 998 escolas e 350 mil moradias populares. Maluf sancionou a obrigatoriedade do cinto de segurança em 1994 e foi prefeito de São Paulo entre 1993 e 1996, período em que desviou 300 milhões de dólares. A família de Maluf fechou acordo para devolver R$ 210 milhões em 2025, mas ainda restam cerca de R$ 784 milhões não ressarcidos.
Alberto tenta reverter o esvaziamento do malufismo dentro do PP, que começou após a sucessão de Maluf por Celso Pitta. A relação entre Maluf e Pitta se deteriorou, impactando a força eleitoral do partido. Alberto acredita que o malufismo representa um “estado de espírito” focado em obras e infraestrutura.
Controvérsias e desafios
Questionado sobre as acusações de corrupção envolvendo Maluf, Alberto rejeita a associação, alegando que as contas de Maluf foram aprovadas pelos tribunais de contas. No entanto, segundo o Ministério Público de São Paulo, Maluf foi condenado por desvios de recursos públicos, e sua história judicial é controversa.
Opinião
A candidatura de Alberto Haddad traz à tona não apenas o legado de Paulo Maluf, mas também as complexidades e controvérsias que cercam essa figura histórica da política paulista.





