Durante o almoço de trabalho da Cúpula do G7, realizado em Évian, França, no dia 17 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade urgente de regular o ambiente digital. Lula destacou que a regulação é essencial para proteger direitos fundamentais, combater crimes online e garantir que os avanços tecnológicos contribuam para o desenvolvimento social.
O presidente afirmou que “o engajamento das grandes empresas de tecnologia é indispensável para que o futuro digital seja construído e vivido de forma segura, ética e alinhada ao interesse público”. Ele alertou sobre os riscos associados ao uso indevido da inteligência artificial, mencionando práticas nocivas como a pedofilia e a violência contra mulheres.
Proteção de Crianças e Adolescentes
Lula apresentou as iniciativas do Governo do Brasil, incluindo a aprovação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que estabelece obrigações para empresas que operam serviços digitais voltados ao público infantil. “Essa é uma das legislações mais avançadas do mundo para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital”, afirmou.
O presidente citou dados do UNICEF, revelando que uma em cada cinco crianças brasileiras já foi vítima de exploração online. Além disso, ele destacou que 8,8 milhões de mulheres brasileiras sofreram violência na internet, incluindo assédio e invasões de contas.
Desigualdade e Soberania Digital
Lula também abordou a desigualdade no acesso à internet, ressaltando que 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas. Ele defendeu que a governança e os benefícios econômicos sobre os dados produzidos pelos cidadãos sejam protegidos, para que possam gerar valor para a sociedade.
Multilateralismo e Governança da IA
O presidente reafirmou a importância do multilateralismo e do papel das Nações Unidas na governança da inteligência artificial. Ele pediu avanços concretos nas negociações internacionais, que continuarão em julho em um encontro em Genebra.
Opinião
A defesa de Lula por uma regulação digital robusta é um passo crucial para proteger os direitos de crianças e mulheres, além de promover um ambiente online mais seguro e inclusivo.





