Daniela Manique, presidente da Solvay na América Latina desde 2018, está à frente de um projeto ambicioso: a fábrica de Paulínia (SP) se tornará a primeira do grupo totalmente neutra em carbono até 2030. Este marco representa não apenas um avanço para a empresa, mas também um compromisso com a sustentabilidade no setor químico.
Nos últimos cinco anos, a Solvay investiu R$ 500 milhões no Brasil, reforçando sua presença e a importância do país em sua estratégia de negócios. Manique, que começou sua carreira na Shell Química e passou pela Ultragaz, destaca a importância de uma produção química sustentável, utilizando matérias-primas renováveis e energia limpa.
Desafios e Feedback dos Funcionários
Recentemente, uma pesquisa interna realizada com 2.100 funcionários revelou uma queda na liberdade de opinar, algo que preocupa a executiva. Para ela, ouvir as diferentes perspectivas é fundamental para a tomada de decisões e para o sucesso da empresa. “Ouvir pareceres diversos cria mais ângulos de análise”, afirma Manique.
Com um estilo de liderança descentralizado, ela valoriza a contribuição de sua equipe, acreditando que muitas vezes eles possuem uma análise mais precisa do que a dela sobre o mercado e a situação da fábrica. Ela se posiciona como um ponto de apoio, sempre disposta a ouvir e a ajudar.
Compromisso com a Indústria Química
Como dirigente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Manique busca desenvolver uma agenda de longo prazo para o setor, enfrentando os desafios impostos pela concorrência, especialmente a chinesa. Sua visão é clara: é possível entregar resultados de forma consciente, sem comprometer a segurança e a sustentabilidade.
Opinião
A trajetória de Daniela Manique e seus esforços para tornar a Solvay um exemplo de sustentabilidade são inspiradores e refletem a importância de líderes comprometidos com o futuro do setor químico.





