Política

Antônio Pedrosa desafia justiça e disputa contratos de R$ 196 milhões mesmo preso

Antônio Pedrosa desafia justiça e disputa contratos de R$ 196 milhões mesmo preso

Mesmo preso desde o dia 12 de maio por suposto envolvimento em um esquema de corrupção, o empreiteiro Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa inscreveu sua empresa, a Construtora Rial, em duas licitações que somam mais de R$ 196 milhões para serviços de manutenção de rodovias nas regiões de Camapuã e Ribas do Rio Pardo.

A Construtora Rial já possui contratos com o governo estadual para serviços de tapa-buracos em Costa Rica e Três Lagoas. O governo do estado lançou licitações que totalizam até R$ 1,9 bilhão em 18 lotes, e o empreiteiro busca manter sua participação no setor.

Licitações e Valores Altos

Nos dias 8 e 10 de outubro, foram entregues propostas de várias empreiteiras, com cerca de 40 empresas demonstrando interesse. A Agesul está disposta a pagar até R$ 97,5 milhões pelos serviços de tapa-buracos ao longo dos próximos três anos.

O edital permite a prorrogação do contrato por até mais dez anos. No dia 12 de fevereiro, Antônio Pedrosa renovou um contrato de R$ 9,9 milhões para a manutenção de 417 quilômetros de estradas na mesma região, que agora pode aumentar para 786 quilômetros com a nova licitação.

Operação ‘Buracos Sem Fim’

A operação ‘Buracos Sem Fim’, realizada pelo Ministério Público, resultou na prisão de Antônio Pedrosa e outras seis pessoas. Entre os detidos estão os engenheiros Rudi Fiorese e Edivaldo Pereira Aquino, que foram encontrados com R$ 186 mil e R$ 233 mil, respectivamente, em suas residências.

Os contratos e aditivos da Construtora Rial com o governo, entre 2018 e 2025, ultrapassam R$ 113 milhões, e a investigação aponta que servidores da secretaria municipal de obras recebiam propina, o que gerou a deterioração das vias em Campo Grande.

Opinião

A situação de Antônio Pedrosa levanta questões sobre a ética nas licitações e a necessidade de transparência nas contratações públicas.