A Uber anunciou que, a partir de 6 de novembro, os usuários poderão se inscrever para testar os primeiros robotáxis em Londres, assim que os órgãos reguladores autorizarem a operação. Os veículos utilizarão tecnologia da startup britânica Wayve, que permite a condução autônoma nas ruas da capital inglesa, embora inicialmente contarão com operadores treinados ao volante para monitorar o sistema.
A implementação de robotáxis na Europa tem avançado lentamente devido à legislação local e à complexidade das ruas históricas. A Uber considera a introdução dessa tecnologia uma prioridade estratégica, visando oferecer viagens mais eficientes e com redução de custos. Kaity Fischer, vice-presidente comercial e de operações da Wayve, afirmou que esta será a primeira vez que o público poderá solicitar um veículo autônomo no Reino Unido.
Detalhes dos testes
Os veículos selecionados para o projeto são modelos Ford Mustang Mach-E, identificados como Uber x Wayve, equipados com câmeras e radares que processam dados em tempo real. A tecnologia já está sendo testada nas estradas de Londres desde 2018. Os clientes selecionados para uma viagem autônoma poderão optar por aceitar a experiência ou trocar por um serviço convencional, sem custo adicional.
Expectativas do governo britânico
O governo britânico anunciou em 2025 que aceleraria os testes de serviços de táxi sem motoristas de segurança, com um lançamento mais amplo previsto para 2026. A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, celebrou a parceria com a Uber e Wayve, destacando o potencial da tecnologia para reduzir perigos nas estradas e gerar empregos qualificados.
Concorrência no mercado
A corrida pelo mercado londrino inclui também a Waymo, subsidiária da Alphabet, que planeja lançar serviços comerciais na cidade ainda este ano, além de testes com os veículos autônomos Apollo Go, da chinesa Baidu, pela Uber e pela Lyft. A Wayve destacou que sua tecnologia é adaptável a múltiplas plataformas de veículos, permitindo uma rápida escalabilidade, apoiada por um aporte de US$ 1,5 bilhão recebido em fevereiro, elevando seu valuation a US$ 8,6 bilhões.
Opinião
A introdução de robotáxis em Londres representa um avanço significativo na mobilidade urbana, mas levanta questões sobre segurança e regulamentação que precisam ser abordadas.





