Economia

ONS aciona plano emergencial inédito e garante segurança no sistema elétrico

ONS aciona plano emergencial inédito e garante segurança no sistema elétrico

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela primeira vez, um plano emergencial no dia 7 de junho de 2026, visando garantir a segurança do sistema elétrico nacional. A decisão foi tomada em função da expectativa de menor consumo de energia elétrica devido ao feriado de Corpus Christi.

Em nota, o ONS informou que o acionamento do plano de gestão de excedentes foi realizado com sucesso. Este plano, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, visa equilibrar a alta geração de micro e minigeração distribuída em momentos de excedente de geração no país.

Operação e Resultados

Durante a operação, o ONS gerenciou 1.000 megawatts (MW) entre 10h e 14h, quantidade suficiente para abastecer, em média, de 2 a 4 milhões de pessoas, dependendo do consumo regional. Essa ação envolveu distribuidoras que respondem por 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III, que incluem pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e usinas eólicas e solares de menor porte.

Em agosto do ano passado, a geração distribuída atendeu a 37,6% da demanda nacional, o que levou o ONS a realizar cortes significativos na produção de grandes usinas eólicas e solares em situações anteriores, com reduções de até 98,5%.

Reação das Distribuidoras

As distribuidoras participantes, como CPFL Paulista, Cemig e Neoenergia, cumpriram as determinações do ONS e realizaram as manobras necessárias para manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN). A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) também confirmou que os cortes ocorreram conforme os montantes estabelecidos pelo ONS.

As empresas envolvidas foram selecionadas para essa operação devido à sua capacidade de resposta em situações de emergência e à necessidade de reorganizar o sistema elétrico brasileiro.

Opinião

A ação do ONS demonstra a importância de um planejamento eficaz e a necessidade de um sistema elétrico resiliente, capaz de se adaptar às novas realidades de geração de energia no Brasil.