Eleições

Tarcísio de Freitas defende urnas eletrônicas após críticas de Flávio Bolsonaro

Tarcísio de Freitas defende urnas eletrônicas após críticas de Flávio Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou sua confiança nas urnas eletrônicas durante um evento em São Paulo, realizado em comemoração aos 25 anos da BandNews TV, em 22 de julho de 2026. Sua declaração surge após Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, questionar a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

Tarcísio destacou que a discussão sobre a segurança das urnas “não leva a lugar nenhum” e enfatizou a necessidade de focar em propostas para o Brasil. Ele afirmou: “Olha, eu confio nas urnas. Até porque, se não confiasse, eu não estaria disputando eleição. Foram as urnas que me trouxeram aqui. Então, eu sigo acreditando”.

Controvérsias sobre a segurança das urnas

As declarações de Flávio Bolsonaro em um evento com diplomatas levantaram polêmica, pois ele insinuou que “muitas” das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil têm a mesma origem das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu essa afirmação, reiterando que a empresa não fornece urnas ou softwares para as eleições brasileiras.

Após as declarações de Flávio, a Federação Brasil da Esperança, que reúne partidos como PT, PCdoB e PV, acionou o TSE contra o senador. O Tribunal já havia esclarecido em diversas notas oficiais que a Smartmatic atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico às urnas, sem envolvimento na sua programação.

Consequências políticas

Vale lembrar que em 2023, o TSE tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível por abuso de poder político, após uma reunião que ele teve com embaixadores, onde criticou a segurança das urnas eletrônicas. Essa situação adiciona um contexto de tensão ao debate sobre o sistema eleitoral brasileiro.

Opinião

A declaração de Tarcísio de Freitas reforça a importância da confiança nas instituições democráticas, especialmente em tempos de questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral.