O governo brasileiro está em busca de reverter a decisão da União Europeia que excluiu o país da lista de nações autorizadas a exportar carne e outros produtos de origem animal para o bloco. Essa medida, oficializada pela Comissão Europeia em 5 de junho de 2026, pode levar à interrupção das exportações brasileiras a partir de 3 de setembro de 2026.
A decisão da UE foi motivada pela falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária brasileira. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que está em diálogo com as autoridades europeias, mas não divulga detalhes para preservar a condução das negociações.
Impacto nas exportações
Com a exclusão, o Brasil deixará de exportar produtos como carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas para a UE. Essa restrição representa um grande impacto, uma vez que a União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Alternativas para recuperação
Especialistas apontam que o Brasil pode recuperar a autorização de exportação restringindo o uso de antimicrobianos ou comprovando a rastreabilidade da carne destinada ao mercado europeu. Enquanto isso, outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a exportar para a UE.
Opinião
A situação exige uma resposta rápida do governo brasileiro para evitar perdas significativas no comércio de carne, essencial para a economia do país.





