O Brasil, tarifado pelo governo Donald Trump por práticas de trabalho forçado, viu um aumento de 70% nos resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão desde o início do governo Lula. Nos três primeiros anos de sua gestão, a média anual de resgates chegou a 2.781, totalizando 8.344 resgates até dezembro de 2025.
Em contraste, durante o governo anterior de Jair Bolsonaro, a média anual foi de apenas 1.626 resgates, somando 6.544 no total. A sanção tarifária dos Estados Unidos ocorre em um momento crítico, onde o Brasil é um dos 85 países identificados pelo USTR devido a práticas de trabalho análogo à escravidão.
A legislação e as críticas
A legislação brasileira, que inclui definições mais rigorosas de trabalho escravo, foi reforçada pela Emenda Constitucional 81, aprovada em 2014 durante o governo Dilma Rousseff. Essa emenda prevê a desapropriação de propriedades onde for constatada a presença de trabalho análogo à escravidão. No entanto, essa medida foi criticada por Bolsonaro, que extinguiu a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo em seu governo.
Bolsonaro, ao criticar a emenda, expressou preocupações sobre o impacto nas propriedades rurais, argumentando que as regras poderiam levar à perda de terras para os proprietários. Ele descreveu as leis como parte de um Estado “comunista” que estava se formando no Brasil.
Condições de trabalho e comércio internacional
A taxação de 12,5% sobre o Brasil, mencionada no texto da USTR, destaca o uso de trabalho forçado na pecuária brasileira, embora não forneça detalhes sobre a exploração de trabalhadores nesse setor. A crítica se concentra mais na competição desleal que a carne brasileira oferece no mercado internacional, especialmente em relação à China.
Além disso, enquanto o governo Lula tem mostrado resultados positivos na redução do desmatamento, com uma queda de 50% nos três primeiros anos de sua gestão, o governo Bolsonaro registrou um aumento de 150% no desmatamento da Amazônia, conforme dados do Imazon.
Opinião
O aumento nos resgates de trabalho escravo sob o governo Lula revela uma mudança significativa nas políticas de direitos trabalhistas no Brasil, contrastando com a abordagem de seu antecessor.





