Economia

ANS aprova reajuste de até 5,11% e alivia 7,7 milhões de beneficiários

ANS aprova reajuste de até 5,11% e alivia 7,7 milhões de beneficiários

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares no Brasil. Essa decisão impacta cerca de 7,7 milhões de beneficiários e começa a ser aplicada no mês de aniversário de cada contrato.

O percentual foi calculado levando em conta o aumento dos custos médicos, o uso dos serviços de saúde e a inflação do setor. A ANS afirma que a fórmula utilizada visa evitar aumentos excessivos para os consumidores, ao mesmo tempo que mantém a sustentabilidade financeira das operadoras. O diretor-presidente da agência, Wadih Damous, destacou que este é o menor índice de reajuste desde o início da atual metodologia, o que traz alívio para os cidadãos que buscam manter seus planos de saúde.

Contexto do Reajuste

De acordo com a ANS, o índice deste ano é o mais baixo desde que a metodologia foi implementada, exceto em 2021, quando houve um reajuste negativo devido à queda no uso dos serviços médicos durante a pandemia da Covid-19. A decisão será publicada no Diário Oficial da União (DOU) e se aplica a contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.

O cálculo do reajuste considera o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que representa 80% da fórmula, e o IPCA, a inflação oficial do país, com peso de 20%. Dentro do IVDA, a ANS também leva em conta a variação das despesas médicas, a receita das operadoras por faixa etária e os ganhos de eficiência do setor.

Impacto nas Despesas

Os dados da ANS mostram que as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025 na comparação com 2024, influenciadas pela alta dos preços de serviços e equipamentos médicos, além do aumento na utilização dos planos de saúde e mudanças no perfil etário dos usuários.

A ANS ressalta que o reajuste dos planos de saúde funciona de forma diferente da inflação comum, pois considera tanto a variação de preços quanto a quantidade de serviços utilizados pelos beneficiários. A agência recomenda que os consumidores fiquem atentos aos próximos boletos para garantir que o reajuste respeite o teto autorizado de 5,11%.

A cobrança do novo valor só poderá ocorrer a partir do mês de aniversário do contrato. Para contratos com aniversário em maio e junho, o aumento poderá começar a aparecer nas faturas de julho ou agosto, com cobrança retroativa.

Opinião

O reajuste aprovado pela ANS é um passo importante para equilibrar as finanças dos planos de saúde e oferecer um alívio aos consumidores em um momento de alta nos custos médicos.