Economia

Governo Lula libera até R$ 30 bilhões para motoristas de app e taxistas em crise

Governo Lula libera até R$ 30 bilhões para motoristas de app e taxistas em crise

O governo federal regulamentou, em 21/05/2026, um pacote de medidas de crédito que visa apoiar motoristas de aplicativo, taxistas e companhias aéreas. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e prometem liberar até R$ 30 bilhões para financiamentos de veículos novos destinados a motoristas e taxistas.

Os empréstimos serão intermediados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto o risco das operações será assumido pelas instituições financeiras. Para ter acesso aos recursos, os motoristas devem comprovar tempo mínimo de atuação e regularidade nas normas de isenção tributária.

Financiamento e Taxas de Juros

O financiamento poderá incluir veículos elétricos, híbridos e flex, com um limite máximo de R$ 150 mil e prazo de até 72 meses para pagamento. As taxas de juros variam entre 12,25% ao ano para homens e 11,25% para mulheres, refletindo uma política de incentivo às profissionais do sexo feminino.

Além disso, o programa permite a compra de itens de segurança com limite de até 10% do valor do automóvel financiado. Os recursos devem ser liberados até 28/06/2026.

Crédito Emergencial para Companhias Aéreas

O setor aéreo também será beneficiado com uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão. Este valor será destinado exclusivamente para capital de giro, visando mitigar os impactos da alta no preço do querosene de aviação. Cada empresa poderá acessar até 1,6% do faturamento bruto de 2025, respeitando o teto de R$ 330 milhões por grupo econômico.

O prazo de reembolso será de até seis meses, com encargos financeiros equivalentes a 100% da taxa CDI. Para obter o crédito, as companhias aéreas devem apresentar declarações sobre a situação financeira e os riscos operacionais.

Opinião

As medidas do governo são uma resposta necessária às dificuldades enfrentadas por motoristas e companhias aéreas, mas a eficácia dessas ações dependerá da implementação e do acesso real aos recursos liberados.