No dia 19 de maio de 2026, durante o lançamento do Move Aplicativos, o presidente Lula (PT) fez um pedido de votos para as pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). O evento, que teve custos com recursos públicos, gerou controvérsia e levou advogados a acionarem o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda eleitoral extemporânea.
Lula, ao falar sobre o encaminhamento de demandas ao Executivo, ressaltou que o público poderia “dar voto para as duas”. Essa declaração ocorreu em um momento em que a legislação eleitoral proíbe explicitamente pedidos de votos antes de 15 de agosto. A lei estabelece que, antes desse prazo, apenas a intenção de se candidatar pode ser exposta, sem pedidos diretos de apoio.
O movimento Advogados de Direita Brasil denunciou a fala de Lula, alegando que configurava claramente propaganda eleitoral antecipada. A infração foi amplamente repercutida nas redes sociais e portais de notícias, atingindo um vasto número de potenciais eleitores. A legislação eleitoral também considera abuso de poder político o uso de recursos públicos para fins eleitorais.
Historicamente, falas de teor eleitoral fora do período permitido já resultaram em condenações, como ocorreu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentou ações semelhantes. A repercussão do evento e a ação judicial levantam questões sobre a conduta de Lula e as implicações legais de seus atos.
Opinião
A situação levanta debates importantes sobre a ética no uso de recursos públicos em campanhas eleitorais e a necessidade de respeitar a legislação vigente para garantir um processo eleitoral justo.





