O Tesouro Nacional anunciou a criação do Comitê de Gerenciamento da Dívida Pública Federal (Coged), conforme portaria divulgada no Diário Oficial da União em 18 de maio de 2026. O comitê tem como objetivo principal a estabilização da dívida pública em um prazo de 10 anos, em meio a um cenário econômico desafiador.
O Coged terá a responsabilidade de decidir sobre o cronograma de leilões da dívida pública federal e propor um orçamento específico para a categoria. Além disso, o comitê irá elaborar o Plano Anual de Financiamento (PAF), que deverá ser apresentado até o dia 31 de janeiro de cada ano, embasado pelo Relatório Anual da Dívida.
Até o último dia útil de cada mês, o Relatório Mensal da Dívida será divulgado, proporcionando maior transparência sobre a situação da dívida pública federal, que atualmente atinge 80,1% do PIB, o que equivale a R$ 10,4 trilhões.
O comitê será presidido por Francisco Segundo, subsecretário da Dívida Pública, que está no cargo desde 2014. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, também fará parte do colegiado, que busca soluções para o endividamento do governo federal.
Objetivos e Desafios
O objetivo declarado da nova estrutura é suprir as necessidades de financiamento do governo federal de maneira eficiente e a um custo reduzido no longo prazo, respeitando a manutenção de níveis prudentes de risco. Essa iniciativa surge em um contexto onde a confiança dos investidores no Brasil é crucial para a estabilidade econômica.
Opinião
A criação do Coged é um passo importante para enfrentar os desafios da dívida pública, mas sua eficácia dependerá da implementação de estratégias concretas e da transparência nas informações divulgadas.





