O pré-candidato do Novo à presidência, Romeu Zema, reagiu contundentemente à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. Em um post nas redes sociais, Zema afirmou que “não vai recuar um milímetro” diante da ofensiva judicial.
A denúncia, feita em 15 de maio de 2026, foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a PGR pediu a condenação do governador ao pagamento de 100 salários mínimos por danos morais. O caso teve origem em um vídeo publicado por Zema na série “Os Intocáveis”, onde os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli são retratados como “fantoches” em uma conversa sobre a CPI do Crime Organizado e o escândalo do Banco Master.
Em resposta à acusação, Zema criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), chamando-o de “balcão de negócios” e sustentou que seu vídeo tinha caráter satírico. Segundo Zema, se os ministros se identificaram com os fantoches, “a carapuça serviu”. Ele destacou que “os intocáveis não aceitam críticas” e que “segue o jogo”.
Adicionalmente, Gilmar Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, evidenciando a tensão entre o governador e a Suprema Corte. Essa situação reforça a posição de Zema como um dos principais críticos do STF, um tema central em sua pré-candidatura à presidência.
Posicionamento da PGR
No parecer enviado ao STJ, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a Corte é a instância competente para julgar Zema, uma vez que os vídeos divulgados têm relação direta com o exercício do cargo. A PGR entendeu que Zema utilizou o humor para imputar crimes ao ministro Gilmar Mendes, caracterizando o crime de calúnia com agravante por envolver um agente público.
Contexto da Denúncia
Vale ressaltar que, no final de abril, a própria PGR arquivou um pedido de investigação contra Gilmar Mendes por suposta homofobia em declarações dirigidas a Zema. O ministro havia criticado o uso de sátiras contra integrantes do Supremo, mas posteriormente pediu desculpas, reconhecendo que seu comentário foi inadequado.
Opinião
A situação entre Romeu Zema e a PGR evidencia a crescente polarização política no Brasil, onde críticas à Suprema Corte se tornam parte da estratégia eleitoral.





