O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, revelou que teve uma reunião construtiva com o presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFIRI), Mehdi Taj, no último dia 16 de setembro. O encontro, realizado em Istambul, trouxe confiança sobre a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho.
O Irã jogará todas as suas partidas da fase de grupos nos Estados Unidos, começando com um confronto contra a Nova Zelândia em 15 de junho, em Los Angeles. No entanto, a participação da equipe iraniana no torneio tem sido questionada devido a tensões geopolíticas, especialmente após ataques dos EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro.
Durante a reunião, Grafstrom expressou otimismo, afirmando que a Fifa está trabalhando em estreita colaboração com a FFIRI e está ansiosa para receber a seleção iraniana na Copa do Mundo. Contudo, a situação se complicou quando Mehdi Taj teve sua entrada recusada no Canadá para o Congresso da Fifa, devido a seus vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), classificada como ‘entidade terrorista’ pelos EUA e Canadá.
Grafstrom não entrou em detalhes sobre a situação dos vistos para os jogadores do Irã, mas reiterou que a reunião foi positiva e que foram discutidas questões operacionais. Ele também confirmou que o Irã havia solicitado a transferência de seus jogos para o México, mas o presidente da Fifa, Gianni Infantino, deixou claro que os jogos devem ocorrer nos locais programados.
Antes de sua chegada aos Estados Unidos, a seleção iraniana fará um campo de treinamento na Turquia, com partida marcada para o Complexo Esportivo Kino, em Tucson, Arizona, no início de junho. O Irã também enfrentará a Bélgica e o Egito no Grupo G da Copa do Mundo.
Opinião
A situação envolvendo a seleção iraniana e a Fifa reflete as complexidades que o esporte enfrenta em meio a tensões políticas, destacando a necessidade de diálogo e entendimento entre as nações.





