Política

Ciro Nogueira reage à Operação Compliance Zero e se diz ‘indignado’ com ataque político

Ciro Nogueira reage à Operação Compliance Zero e se diz 'indignado' com ataque político

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) manifestou sua indignação após a deflagração da nova fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal no dia 7 de outubro de 2023. Em suas redes sociais, Nogueira classificou a ação como um ataque político motivado por seu desempenho eleitoral, negando qualquer irregularidade.

A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. Durante as diligências, a PF recolheu documentos e o celular do senador, mas a ação não atingiu seu gabinete no Senado.

As investigações apontam que Ciro Nogueira e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, teriam mantido uma relação de benefício mútuo. A PF suspeita que o senador recebeu mesadas que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil em troca de sua atuação favorável ao banco no Congresso Nacional, incluindo a chamada “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

A defesa de Nogueira nega as acusações, enquanto ele se declarou ‘indignado’ com a operação, que, segundo ele, tenta manchar sua honra pessoal. Em sua nota, o senador comparou a situação a episódios anteriores em sua carreira política e afirmou que tais ataques têm efeito contrário ao desejado, referindo-se a tentativas de desestabilização durante eleições passadas.

Além disso, o irmão de Ciro Nogueira também é alvo da PF e terá que utilizar tornozeleira eletrônica como parte das investigações.

Opinião

A situação de Ciro Nogueira levanta questões sobre a relação entre política e investigações, especialmente em períodos eleitorais, onde o clima se torna ainda mais tenso e polarizado.