No encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington no dia 7 de outubro, as terras raras estarão em pauta. Esses minerais são essenciais para a fabricação de diversos produtos, como celulares, carros elétricos e equipamentos militares.
O cenário das terras raras no Brasil
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, com 24% do total das reservas globais, que somam 21 milhões de toneladas. No entanto, a produção brasileira é apenas 0,5% da produção mundial, o que representa uma participação muito pequena na cadeia global, atualmente dominada pela China.
A China é projetada para ser o maior produtor de terras raras, com uma produção estimada de 270 mil toneladas em 2025. Os Estados Unidos, que buscam diversificar suas fontes de minerais críticos devido à rivalidade com a China, veem as reservas brasileiras como uma oportunidade estratégica.
A única produtora comercial no Brasil
A única empresa em operação comercial de terras raras no Brasil é a Serra Verde, que explora a jazida Pela Ema, localizada em Minaçu (GO). Recentemente, a Serra Verde foi adquirida pela empresa USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões. Além dela, existem mais de 1.400 autorizações de pesquisa para terras raras concedidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), principalmente nos estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia.
Importância das terras raras
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos essenciais, utilizados em diversas indústrias, incluindo a produção de turbinas eólicas e carros híbridos. No Brasil, os minerais encontrados no subsolo pertencem à União, e a exploração requer autorizações específicas da ANM e licenças ambientais.
Opinião
O encontro entre Lula e Trump pode marcar um novo capítulo na exploração de terras raras no Brasil, potencializando a economia e a posição do país no mercado global.





