No dia 1º de maio, feriado que celebra o Dia Internacional do Trabalhador, trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas se reuniram em diversas cidades brasileiras, incluindo Brasília, onde a manifestação ocorreu no Eixão do Lazer. A principal reivindicação do ato foi o fim da escala 6×1, que consiste em seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, sem redução salarial.
A mobilização foi organizada por sete centrais sindicais do Distrito Federal e contou com a participação de muitos que buscavam melhores condições de trabalho. O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, destacou a importância da redução da jornada de trabalho, afirmando que isso não prejudica a economia, mas sim aumenta a produtividade. Ele criticou o que chamou de “terrorismo” de algumas empresas em relação à redução da jornada.
Conflito e Reivindicações
Durante o ato, houve um confronto entre os manifestantes e apoiadores de Jair Bolsonaro, que provocaram os trabalhadores ao trazer um boneco do ex-presidente vestido com a capa da bandeira do Brasil. Essa ação gerou tensões, resultando em troca de insultos e socos, mas a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conseguiu conter a situação rapidamente.
Entre os participantes, a vendedora Idelfonsa Dantas expressou a necessidade de lutar diariamente por melhores condições para a população trabalhadora. A aposentada Ana Campania descreveu a escala 6×1 como a “escala da escravidão” e exigiu o fim da precarização da mão de obra.
Além disso, a estagiária Ana Beatriz Oliveira compartilhou sua experiência positiva ao mudar para uma escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso, ressaltando melhorias em sua saúde e produtividade. Ela se posicionou firmemente contra a escala 6×1, pedindo sua extinção imediata.
Opinião
A manifestação do Dia do Trabalhador em Brasília reflete a luta contínua por direitos trabalhistas e a necessidade de um equilíbrio entre trabalho e descanso, essencial para a dignidade dos trabalhadores.





