Santa Catarina

Ministério da Pesca amplia limite de captura e inicia safra da tainha 2026

Ministério da Pesca amplia limite de captura e inicia safra da tainha 2026

A partir desta sexta-feira, 1º de maio, Santa Catarina inicia uma das temporadas mais tradicionais do seu Litoral: a pesca da tainha. Mais do que uma atividade econômica, a pesca da tainha representa um patrimônio cultural que mobiliza comunidades inteiras, especialmente por meio da pesca artesanal, transformando os ranchos instalados nas praias em espaços de trabalho, convivência e preservação de costumes históricos.

Para a safra de 2026, uma nova portaria publicada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente estabelece regras, limites de captura e medidas de monitoramento da atividade. A normativa amplia em cerca de 20% o limite total de captura em relação aos anos anteriores, com cotas específicas para cada modalidade de pesca.

Cotas de captura para 2026

No litoral catarinense, foram definidas as seguintes cotas:

  • Emalhe costeiro de superfície: 2.070 toneladas
  • Emalhe anilhado: 1.094 toneladas, com limite de 15 toneladas por embarcação
  • Arrasto de praia: 1.332 toneladas, com 419 licenças emitidas
  • Cerco/traineira: 720 toneladas, com 15 embarcações industriais credenciadas

A pesca artesanal é uma tradição cultural em Santa Catarina, e a cota para arrasto de praia reforça sua importância social e econômica no estado.

Calendário de pesca

Além das cotas, a portaria definiu o calendário oficial da temporada de pesca para cada modalidade em 2026:

  • Cerco/traineira: 1º de junho a 31 de julho
  • Emalhe anilhado: 15 de maio a 31 de julho
  • Emalhe costeiro de superfície: 15 de maio a 15 de outubro (até 10 AB) e 15 de maio a 31 de julho (acima de 10 AB)
  • Arrasto de praia: 1º de maio a 31 de dezembro

Monitoramento e regulamentação

O monitoramento da atividade será realizado de forma centralizada pelo programa PesqBrasil – Monitoramento, com exigências como envio de mapas de bordo e de produção, além do rastreamento por satélite das embarcações. A normativa prevê também critérios de encerramento antecipado das atividades, dependendo do alcance das cotas.

O secretário Fabiano Müller destacou a importância da pesca artesanal e a presença do estado no acompanhamento da safra, enfatizando a tradição cultural que envolve a pesca da tainha em Santa Catarina.

Opinião

A ampliação das cotas e o início da safra da tainha 2026 refletem o compromisso em preservar a tradição e a cultura pesqueira de Santa Catarina, essencial para a identidade local.