Internacional

Familiares de vítimas do massacre em Tumbler Ridge processam OpenAI por negligência

Familiares de vítimas do massacre em Tumbler Ridge processam OpenAI por negligência

Familiares de vítimas do massacre em Tumbler Ridge, no Canadá, entraram com um processo contra a OpenAI alegando negligência. O massacre, que ocorreu em fevereiro de 2025, resultou em nove vítimas fatais, incluindo a atiradora Jesse Van Rootselaar, de apenas 18 anos.

A ação judicial acusa a OpenAI de não ter alertado as autoridades sobre o comportamento da atiradora, que discutiu o tiroteio com o ChatGPT. Segundo os documentos do tribunal, a conta de Jesse foi sinalizada por atividades violentas meses antes do ataque, em junho de 2025, mas a empresa não tomou as devidas providências.

Ações judiciais em San Francisco

Ao todo, foram apresentadas sete ações em um tribunal federal em San Francisco, EUA. Os processos alegam que o modelo GPT-4o do ChatGPT é considerado ‘perigosamente defeituoso’, permitindo que as conversas continuassem sem os alertas necessários. A OpenAI é acusada de não interromper discussões sobre temas prejudiciais e de não alertar as autoridades competentes.

Pedido de desculpas da OpenAI

O CEO da OpenAI, Sam Altman, emitiu um pedido de desculpas às famílias das vítimas, reconhecendo que a empresa falhou em alertar as autoridades sobre a conta da atiradora. Em uma carta ao município de Tumbler Ridge, Altman expressou suas condolências e destacou que a OpenAI está tomando medidas para aumentar a segurança do ChatGPT.

De acordo com a empresa, o assistente é programado para impedir conversas que possam levar a ameaças ou planejamento de ações nocivas. No entanto, a OpenAI afirmou que a comunicação com as autoridades ocorre apenas quando há um risco crível de dano a terceiros.

Opinião

O caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em situações de violência e a eficácia de seus sistemas de segurança.