Economia

Governo enfrenta pressão fiscal com aumento de pedidos de seguro-desemprego

Governo enfrenta pressão fiscal com aumento de pedidos de seguro-desemprego

O desemprego no Brasil atingiu a marca de 5,8% em fevereiro de 2026, a menor taxa já registrada na série histórica do IBGE. Apesar dessa queda, os pedidos de seguro-desemprego estão em ascensão, o que gera preocupações sobre a pressão fiscal sobre o governo.

Gastos com seguro-desemprego aumentam

Os gastos com seguro-desemprego cresceram significativamente, alcançando R$ 49 bilhões em 2025. O número de beneficiários subiu para 560 mil no fim de 2025, depois de um mínimo de 444 mil em julho de 2021. O aumento do valor médio do seguro-desemprego, que subiu 10,8% entre 2021 e 2025, também contribui para esse cenário. Em fevereiro de 2026, o ticket médio foi de R$ 1.945,63.

Demissões e formalização no mercado de trabalho

Entre 2021 e 2025, o Brasil criou 5,8 milhões de novos vínculos CLT, ampliando a base de trabalhadores com direito ao seguro-desemprego. No entanto, as demissões em 2023 superaram em 1,1 milhão o patamar pré-pandemia, embora a rotatividade no mercado permaneça estável, em torno de 23% a 24%.

Impacto nas contas públicas

O seguro-desemprego é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas quando as despesas superam a arrecadação, o Tesouro Nacional precisa cobrir a diferença. Isso significa que o aumento dos gastos com o benefício pressiona o orçamento do governo, deslocando recursos de outras prioridades.

Opinião

A situação atual revela um paradoxo no mercado de trabalho: enquanto o desemprego diminui, os gastos com seguro-desemprego aumentam, exigindo atenção das autoridades para equilibrar as contas públicas.