No dia 23 de abril de 2026, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, para discutir a sucessão no governo do Rio de Janeiro. A reunião ocorreu em um momento crítico, já que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) havia solicitado que um deputado do PL assumisse o cargo de governador.
Decisão do STF e instabilidade política
A pauta da reunião girou em torno de uma ação do PSD que busca esclarecer como será escolhido o próximo governador do estado, se por eleições diretas ou indiretas pelos deputados estaduais. A Alerj já havia enviado um pedido ao STF, que determinou que as eleições indiretas fiquem suspensas até que a Corte tome uma decisão sobre a sucessão, mantendo Ricardo Couto de Castro interinamente no cargo.
A instabilidade política no Rio de Janeiro se intensificou desde maio de 2025, quando o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Em seguida, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado, cassado e preso. A situação se agravou com a renúncia de Cláudio Castro para disputar o Senado, em meio a um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O futuro político do RJ
O novo presidente da Alerj, Douglas Ruas, eleito em 17 de abril de 2026, já criticou a permanência de Couto de Castro na chefia do Executivo. A expectativa é de que a reunião entre Costa Neto e Zanin traga novos desdobramentos para a política do estado, especialmente em relação à definição do próximo governador.
Opinião
A instabilidade no governo do Rio de Janeiro reflete um cenário de incertezas que pode impactar significativamente a política local e nacional nos próximos meses.





